Uma bailarina negra tenta recordar os movimentos da coreografia mais importante de sua vida. Enquanto busca reconstruir essa dança, também recompõe a própria história. É dessa imagem que nasce Mikaia, romance de estreia de Taiane Santi Martins, convidada da 4ª edição do Fliparacatu, que leva ao festival uma obra sobre memória, afeto e reconexão.

A Kinross apresenta a quarta edição do Fliparacatu, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura,  com o patrocínio da Caixa e apoio cultural da Prefeitura de Paracatu, Academia de Letras do Noroeste de Minas e Sebrae. Todas as atividades são gratuitas, acessíveis, transmitidas online pelo Youtube e estão alinhadas com os princípios do ESG (Ambiental, Social e Governança) e da ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).

Vencedor do Prêmio Sesc de Literatura de 2022, Mikaia foi parcialmente escrito durante o período em que a autora viveu na Ilha de Moçambique. O romance aproxima Brasil e Moçambique por meio da linguagem e das experiências de seus personagens, abordando temas como imigração, guerra, trauma e os laços familiares que resistem ao tempo. Com uma escrita marcada pelo lirismo, Taiane conduz uma narrativa em que mulheres negras ocupam o centro da história, reivindicando o direito de contar suas próprias experiências. 

Nascida em Vacaria (RS), Taiane Santi Martins é doutora em Escrita Criativa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), além de formada em História pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Com Mikaia, conquistou o Prêmio Sesc de Literatura e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, além de alcançar o segundo lugar no Prêmio Machado de Assis, da Biblioteca Nacional.

No Fliparacatu, Taiane Santi Martins participa de uma mesa e media outra. No dia 26 de agosto, às 19h, integra “Escritas e travessias”, ao lado de Jeferson Tenório, com mediação de Calila das Mercês. A conversa aborda como a literatura transforma experiências de pertencimento, deslocamento e formação em narrativas sobre o Brasil contemporâneo. 

No dia 29, às 11h, media “Literatura e seus estados”, com Estevão Ribeiro e Geni Núñez, em um encontro sobre as diferentes formas de narrar a experiência humana e imaginar outros modos de viver. 

Ao acompanhar personagens que buscam reconstruir vínculos familiares e encontrar sentido para as lembranças que carregam, Mikaia mostra que a memória nem sempre vive apenas nas palavras. Ela também permanece inscrita no corpo, nos afetos e nas histórias que seguem encontrando formas de ser contadas.

 

4º Fliparacatu

Em 2026, o Fliparacatu realiza sua quarta edição entre os dias 26 e 30 de agosto, homenageando dois dos maiores intelectuais brasileiros: João Guimarães Rosa, pelos 70 anos da publicação de Grande Sertão: Veredas, e o geógrafo Milton Santos, no centenário de seu nascimento. 

Com curadoria de Sérgio Abranches, Calila das Mercês e Afonso Borges, além da programação local assinada por Daniela Prado e da curadoria infantojuvenil de Rafael Nolli, o festival reúne escritores, jornalistas, artistas, educadores e pesquisadores para discutir literatura, democracia, meio ambiente, cidades, tecnologia, desigualdade, memória, identidade e os desafios do mundo contemporâneo.

Realizado pela Mentha Cultural, com patrocínio master da Kinross, por meio da Lei Rouanet do Ministério da Cultura, e apoio da Prefeitura de Paracatu e da Academia de Letras do Noroeste de Minas, o Fliparacatu reafirma seu compromisso com a diversidade de vozes, o pensamento crítico e a valorização da literatura como ferramenta de transformação social.

 

Serviço

4º Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu)

De 26 a 30 de agosto de 2026, de quarta-feira a domingo

Local: Centro Histórico de Paracatu

Entrada gratuita

Programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @fliparacatu

Informações para a imprensa: imprensa@sempreumpapo.com.br