
A arte têxtil ganha protagonismo no 4º Fliparacatu com o entrelaçar das linhas em diversos momentos. O evento leva três atividades gratuitas que celebram a tecelagem tradicional e o bordado, transformando saberes ancestrais em linguagens vivas para pensar território, identidade e pertencimento. A programação une demonstrações artesanais, oficinas abertas e uma exposição inédita, celebrando o fazer manual como forma de narrar o mundo.
O público acompanha de perto o percurso do algodão até a confecção final com a presença do Projeto Tecendo Memórias. Realizada pela Associação Esther Siqueira Tillmann, a ação reúne pessoas idosas para demonstrar a preparação da fibra, o fiar e a tecelagem tradicional na Praça Ademar da Silva Neiva. No dia 26 de agosto, das 14h às 16h, integrantes do projeto demonstram todas as etapas da produção artesanal do tecido: a preparação do algodão, a confecção do fio e a tecelagem. A atividade se configura como um espaço de convivência e salvaguarda do conhecimento, preservando memórias que se mantêm vivas na transmissão direta entre gerações.
A dimensão narrativa dos fios ganha contornos de criação coletiva na oficina O Sertão é Dentro da Gente!, conduzida pelo Grupo Matizes Dumont. A partir da metodologia própria do coletivo, os participantes são convidados a registrar sentimentos e histórias sobre um grande tecido na praça, em diálogo com o pensamento do patrono Milton Santos e o conceito do festival sobre o lugar de cada um no espaço social. A atividade acontece no sábado, 29 de agosto, das 16h às 18h. A atividade é gratuita, não exige inscrição prévia e não tem limite de participantes.
A experiência têxtil se completa na Fundação Municipal Casa de Cultura com a mostra Meu Lugar no Mundo. Também assinada pelo Grupo Matizes Dumont, a exposição reúne nove obras inéditas concebidas a partir das reflexões de Milton Santos e da poética de João Guimarães Rosa. Com a técnica do bordado livre neocontemporâneo a fio solto, as composições utilizam linhas, texturas e movimento para reinterpretar a geografia do Cerrado e o sertão interno de cada sujeito. O público pode conferir a mostra gratuita durante a realização do 4.º Fliparacatu, entre os dias 26 e 30 de agosto.
Todas têm entrada franca e integram a programação oficial do Festival, promovendo o encontro entre literatura, arte manual e as memórias do sertão.
4.º Fliparacatu
Em 2026, o Fliparacatu realiza sua quarta edição entre os dias 26 e 30 de agosto, homenageando dois dos maiores intelectuais brasileiros: João Guimarães Rosa, pelos 70 anos da publicação de Grande Sertão: Veredas, e o geógrafo Milton Santos, no centenário de seu nascimento.
Com curadoria de Sérgio Abranches, Calila das Mercês e Afonso Borges, além da programação local assinada por Daniela Prado e da curadoria infantojuvenil de Rafael Nolli, o festival reúne escritores, jornalistas, artistas, educadores e pesquisadores para discutir literatura, democracia, meio ambiente, cidades, tecnologia, desigualdade, memória, identidade e os desafios do mundo contemporâneo.
Realizado pela Mentha Cultural, com patrocínio master da Kinross, por meio da Lei Rouanet do Ministério da Cultura, e apoio da Prefeitura de Paracatu e da Academia de Letras do Noroeste de Minas, o Fliparacatu acontece em diferentes espaços do Centro Histórico da cidade, aproximando autores, leitores e ideias em uma programação gratuita e aberta ao público.
Serviço
4.º Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu)
De 26 a 30 de agosto de 2026, de quarta-feira a domingo
Local: Centro Histórico de Paracatu
Entrada gratuita
Programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @fliparacatu
Informações para a imprensa: imprensa@sempreumpapo.com.br