O 4.º Fliparacatu – Festival Literário Internacional de Paracatu – traz como tema “Sertão em Nós: Meu Lugar no Mundo”, em uma homenagem aos patronos desta edição, o escritor João Guimarães Rosa, nos 70 anos de publicação do livro Grande Sertão: Veredas, e o geógrafo Milton Santos, em seu centenário de nascimento. O festival acontece entre os dias 26 e 30 de agosto, no centro histórico de Paracatu

A Kinross apresenta a quarta edição do Fliparacatu, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura,  com o patrocínio da Caixa e apoio cultural da Prefeitura de Paracatu, Academia de Letras do Noroeste de Minas e Sebrae. Todas as atividades são gratuitas, acessíveis, transmitidas online pelo Youtube e estão alinhadas com os princípios do ESG (Ambiental, Social e Governança) e da ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).

A curadoria nacional é assinada por Sérgio Abranches e Calila das Mercês, ao lado do idealizador e presidente do festival, Afonso Borges. As atividades locais são conduzidas por Daniela Prado, e a curadoria infanto-juvenil fica a cargo de Rafael Nolli.

OS PATRONOS GUIMARÃES ROSA E MILTON SANTOS

A escolha de Guimarães Rosa e Milton Santos como patronos desta edição aproxima dois autores que, por caminhos distintos, fizeram do território uma chave para compreender o mundo. Rosa transformou o sertão em matéria de linguagem, memória, conflito e existência, enquanto Milton Santos voltou seu olhar para o espaço, as cidades e as relações que determinam as formas de viver e ocupar o mundo.

Setenta anos depois da publicação de Grande Sertão: Veredas e cem anos após o nascimento do geógrafo baiano, suas obras continuam oferecendo perguntas para o presente. Em Rosa, o sertão deixa de ser apenas paisagem e se torna experiência humana; em Milton Santos, o espaço revela as marcas das desigualdades, dos deslocamentos e das transformações da sociedade. 

Juntos, ajudam a pensar o lugar que ocupamos no mundo — e o mundo que construímos a partir dos lugares que habitamos.

GRANDES ENCONTROS LITERÁRIOS

A programação nacional e internacional reúne dezenas de escritores, jornalistas, artistas e pensadores. Entre eles estão: Ale Santos, Alexandre Coimbra Amaral, Beatriz Bracher, Bruna Lombardi, Calila das Mercês, Cármen Lúcia, Cristovão Tezza, Eduardo Gianetti, Eliana Alves Cruz, Estevão Ribeiro, Fábio Lucas, Fabiana Carneiro, Geni Núñez, Gustavo Ziller, Gabriel Dearo, Manuela Vendruscolo, Ítalo Moriconi, Jairo Marques, Jamil Chade, Jeferson Tenório, Jeovanna Vieira, Marcelino Freire, Mia Couto, Míriam Leitão, Mônica Meyer, Natalia Timerman, Nina Santos, Noemi Jaffe, Paulo Scott, Paulliny Tort, Renato Nogueira, Ricardo Ramos Filho, Rita von Hunty, Sandra Menezes, Sérgio Abranches e Taiane Santi Martins, entre outros.

As conversas percorrem literatura, sociedade, afetos, futuro, território, acessibilidade e os desafios do mundo contemporâneo, sempre atravessadas pelas ideias de Guimarães Rosa e Milton Santos.

Entre o autores regionais estão: Alexandre de Oliveira Gama, Ana Carolina Campos de Carvalho, Benedita dos Reis Soares Costa, Daniela Prado, Edina Sueli das Dores, Eleusa Spagnuolo, Helen Ulhôa Pimentel, Isaias Nery Ferreira, José Ivan Lopes, Maria Teresa Oliveira Melo Cambronio, Murilo Caldas, Nágela Caldas, Raik, Silvano Avelar, Tarzan Leão, Telma Borges, Terezinha de Jesus Santana Guimarães e Vandeir José da Silva. Vindos da literatura, do jornalismo, da filosofia, da educação, das artes e das ciências humanas, eles formam um painel diverso de vozes e experiências.

Um dos pontos altos acontece no sábado, dia 29, às 21h: Mia Couto, Cármen Lúcia e Míriam Leitão, com mediação de Jamil Chade, celebram os 70 anos de Grande Sertão: Veredas no encontro “A Travessia Continua”, no auditório do Fliparacatu.

A programação reafirma uma característica dos festivais realizados pela Associação Cultural Sempre um Papo – Fliaraxá, Flitabira e Flipetrópolis, além do próprio projeto Sempre um Papo, que completa 40 anos em 2026 ––, que é a busca pelo equilíbrio entre homens e mulheres, a presença significativa de autores negros e indígenas e o diálogo entre diferentes gerações, áreas do conhecimento e perspectivas. 

A diversidade de vozes é uma escolha curatorial que amplia a conversa e enriquece a experiência dos leitores.

PROGRAMAÇÃO NACIONAL

A programação nacional do 4º Fliparacatu reúne escritores, pesquisadores, artistas e intelectuais de diferentes áreas entre os dias 26 e 30 de agosto. Os encontros abordam temas como identidade, território, acessibilidade, futuro, memória, corpo, relações afetivas e os caminhos da literatura diante das transformações do mundo contemporâneo.

Dia 26 de agosto

A programação nacional começa na quarta-feira (26), com encontros sobre literatura, identidade e diferentes formas de atravessar o mundo. “Escritas e travessias” reúne Jeferson Tenório e Taiane Santi Martins, com mediação de Calila das Mercês. Em seguida, “O Futurismo” coloca em debate os imaginários sobre o futuro, com Sérgio Abranches e Ale Santos, mediados por Jamil Chade. Encerrando a noite, “Corpo e Travessia” reúne Rita von Hunty e Gustavo Ziller em uma conversa mediada por Marcelino Freire.

Dia 27 de agosto

Na quinta-feira (27), a programação passa por acessibilidade, literatura e território. “Por mundos acessíveis” reúne Jairo Marques e Paulo Scott, com mediação de Ricardo Ramos Filho, enquanto “Palavra Mundo” aproxima a literatura de Guimarães Rosa de reflexões sobre natureza e território, com Ítalo Moriconi e Mônica Meyer. À noite, os encontros “Escrever a partir do lugar”, “Cartografias da intimidade” e “O Amor e o Medo em um mundo em crise” abordam, respectivamente, as relações entre escrita e território, memória e intimidade, e os afetos diante das crises contemporâneas.

Dia 28 de agosto

A sexta-feira (28) reúne encontros dedicados a gênero, memória, mistério e ao papel da literatura no presente. “Mulheres e Destinos”, com Renato Noguera e Natalia Timerman, abre a programação do dia, seguido por “Mulheres que contam”, com Míriam Leitão e Eliana Alves Cruz. À noite, Eduardo Giannetti e Bruna Lombardi participam de “O Pulso Agreste do Mistério”, enquanto Mia Couto e Noemi Jaffe encerram o dia discutindo “O Papel da Literatura em um Mundo em Transe”.

Dia 29 de agosto

No sábado (29), a programação se estende ao longo do dia com encontros que percorrem literatura, ficção, futuro, passado e as diferentes maneiras de ocupar e interpretar o mundo. Entre os destaques estão “Afrofuturismo e os Imaginários da Ficção”, com Ale Santos e Sandra Menezes; “Passados Presentes”, com Beatriz Bracher e Jamil Chade; “O Lugar no Mundo”, com Nina Santos e Ale Santos; e “O Encontro na Literatura”, com Bruna Lombardi e Alexandre Coimbra Amaral.

A programação também reserva espaço para debates sobre ficção especulativa e as relações entre realidade e literatura, em encontros com Paulliny Tort, Sérgio Abranches, Cristovão Tezza e Eliana Alves Cruz. Encerrando a programação nacional, “Grande Sertão: Veredas – 70 anos – A Travessia Continua” reúne Mia Couto e Cármen Lúcia, com mediação de Jamil Chade, em uma conversa que marca as sete décadas da publicação da obra de João Guimarães Rosa.

SEMPRE UM PAPO com Jamil Chade –– Casa Kinross

Acontecerá no dia 27 de agosto, às 10h, na Casa Kinross, uma edição especial do Sempre Um Papo dentro da programação do quarto Fliparacatu. Com Jamil Chade, o encontro reúne os profissionais de comunicação da cidade para dialogar sobre o tema “Imprensa, Literatura e as Relações com o Mundo”. 

Estas são áreas que atravessam a trajetória do jornalista e escritor: a observação da realidade contemporânea, a construção de narrativas capazes de interpretá-la e a conviência com os profissionais do setor. 

SEMPRE UM PAPO com Bruna Lombardi –– Casa Kinross

O Sempre Um Papo realiza, no dia 28 de agosto, sexta-feira, às 10h, na Casa Kinross, uma edição especial dentro da programação do 4º Fliparacatu com Bruna Lombardi. A atriz, escritora e poeta participa de uma conversa sobre seus dois livros mais recentes, Diário do Grande Sertão e Mulheres que Sentem os Espíritos, em um encontro que percorre memória, literatura, sertão, ancestralidade e as experiências que atravessam sua trajetória.

PROGRAMAÇÃO INFANTOJUVENIL

O Fliparacatu mantém uma extensa programação voltada especialmente para crianças e jovens, ocupando as manhãs e tardes do festival.

No Auditório

Na quarta-feira (26), a programação reúne os espetáculos “Caliandra e o Rio de Histórias”, de Gleici Ribeiro, “Baú”, de Junior Mattos, e “Quase Nada”, do Grupo Cênikas. À tarde, Daniela Prado apresenta a contação de histórias “Margarida de Malas Prontas”.

Na quinta-feira (27), o Grupo Cênikas retorna com “Palhaço Trapalhão”, enquanto Gleici Ribeiro apresenta novamente “Caliandra e o Rio de Histórias”. A programação da tarde traz ainda Alessandra Roscoe, com “Nos fios do dia a dia se costura a fantasia”, e Letícia Mourão, do Conta Lelê, com “Os três porcos-espinhos e o lobo-guará”.

Na sexta-feira (28), Alessandra Roscoe e José Rezende Jr. apresentam “Histórias como forma de olhar o mundo”, e Paulo Victor conduz “E se eu fosse um Cientista?!”. O público também poderá assistir ao espetáculo “Me deixe ir, preciso andar”, de Mayron Engel, e ao encontro de Miriam Leitão, com mediação de Alessandra Roscoe.

Na Estação Literária da praça 

A programação da quarta-feira (26) reúne as oficinas “Guarda Chuva Poético”, do Grupo Cênikas, “Escrevendo emoções: como transformar sentimentos em histórias”, com Clara Sant’ana, e “Macramê: Arte com os Nós”, de Raquel de Jesus. O espaço também recebe a contação de histórias “Vó Tereza”, com Terezinha de Jesus.

Na quinta-feira (27), a Praça recebe a oficina “Cerrado Aplicado”, com Eneida Maciel, “Bolhas de Sabão”, com Junior Mattos, e as “Dinâmicas e Brincadeiras Tradicionais”, do projeto Risoterapeutas.

Na sexta-feira (28), as atividades incluem a contação de histórias “A Flauta e o Violino”, com Ozaina, a oficina “Slam e Escrita Criativa”, do Coletivo Galeria, e “E se eu fosse um Cientista?!”, com Paulo Victor. Encerrando a programação do espaço, Mayron Engel conduz “Colorindo Memórias: literatura, patrimônio e imaginação”.

No domingo, 30 de agosto, às 11h, o Fliparacatu recebe Gabriel Dearo e Manu Digilio, criadores do sucesso “As Aventuras de Mike”. A série tornou-se um fenômeno entre crianças e jovens, ultrapassando 2,5 milhões de exemplares vendidos, com publicação em dez países. O encontro é uma das principais atrações infantojuvenis do encerramento do festival.

Oficinas e Experiências

A programação inclui atividades em que crianças e jovens deixam de ser apenas espectadores e passam a criar.

Entre as oficinas estão Guarda-Chuva Poético; Escrevendo emoções: como transformar sentimentos em histórias; Macramê: Arte com os Nós; Cerrado Aplicado; Bolhas de Sabão; e Colorindo Memórias: literatura, patrimônio e imaginação. Há ainda experiências ligadas à ciência, como “E se eu fosse um Cientista?!”, com Paulo Victor Teodoro, além de brincadeiras tradicionais e atividades de contação de histórias.

PROGRAMAÇÃO REGIONAL

Dentro da programação do festival, a agenda regional destaca escritores, artistas, pesquisadores e iniciativas culturais da cidade e do sertão mineiro.

No Auditório

Na quarta-feira (26), a programação começa com “O Sertão Mineiro de Afonso Arinos”, encontro com Alexandre Gama, Dani Prado e Terezinha de Jesus Santana Guimarães dedicado à obra do escritor mineiro e à sua relação com a cultura sertaneja. À tarde, “Influência Roseana na Música em Paracatu” reúne Silvano Avelar, Edina Suely e Isaías Nery para discutir a presença de Guimarães Rosa na produção musical da cidade.

Na quinta-feira (27), “A Palavra como Travessia” reúne Carolina Campos, José Ivan Lopes e Murilo Caldas para uma conversa sobre literatura, linguagem e os caminhos percorridos pela palavra. Mais tarde, “A Escrita como Território Afetivo”, com Tarzan Leão, Raik e Nágela Caldas, aborda a escrita como espaço de memória, experiência e relação com o lugar.

A sexta-feira (28) começa com “Ditos Populares e Autoras Paracatuenses”, encontro entre Maria Tereza Cambrônio, Benedita Reis e Eleusa Spagnuolo sobre a produção literária local e a tradição dos saberes transmitidos pela oralidade. À tarde, “Regionalismo e Memória: Guimarães Rosa e Afonso Arinos”, com Helen Ulhoa, Telma Borges e Vandeir Silva, aproxima os dois escritores a partir de suas relações com o sertão, a memória e a identidade regional.

Na Estação Literária da praça 

Na quinta-feira (27), a Estação Literária na Praça recebe, das 14h às 16h, o “Projeto Tecendo Memórias”. A atividade demonstra as diferentes etapas da produção artesanal do tecido, desde a preparação do algodão e a confecção do fio até a tecelagem, valorizando conhecimentos tradicionais e práticas que fazem parte da memória cultural da região.

A programação regional se encerra na sexta-feira (28), às 21h, com a apresentação da Orquestra de Ouro Preto, na Rua Goiás. A presença da orquestra amplia a programação para além dos encontros literários e leva a música para o espaço público, encerrando a programação regional no Centro Histórico de Paracatu.

Batalha de Slam

Na quinta-feira, 27 de agosto, às 21h, a Estação Literária na Praça recebe a Batalha de Slam. A palavra aparece fora do livro, na voz e no corpo dos participantes, aproximando o festival da poesia falada e da produção cultural contemporânea.

Batalha De Rap

No domingo, 30 de agosto, às 15h, a programação regional recebe a Batalha de RAP. O encontro coloca a cultura hip-hop dentro do festival e abre espaço para novas formas de criação literária e expressão dos jovens.

PRÊMIO DE REDAÇÃO E DESENHO

O Prêmio de Redação e Desenho do Fliparacatu leva o festival para as escolas antes mesmo de sua abertura, mobilizando alunos, professores e instituições das redes pública e privada de Paracatu em torno da leitura e da criação. 

A iniciativa contempla estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e modalidades equivalentes, com categorias de desenho e redação organizadas por faixa etária. 

A cerimônia de premiação acontece no sábado, 29 de agosto, às 9h, no auditório do Fliparacatu.

CENTRAL DE AUTÓGRAFOS

A Central de Autógrafos é um espaço de encontro entre escritores e leitores durante o Fliparacatu. Além dos autores convidados para a programação, a iniciativa abre espaço para escritores apresentarem e lançarem gratuitamente seus livros durante o festival, com destaque para a produção de Paracatu e da região.

A programação também inclui sessões de autógrafos com os escritores nacionais convidados para o festival. Nesses casos, os encontros acontecem ao final de cada mesa, nos locais indicados na programação oficial disponível no site do Fliparacatu.

EXPOSIÇÕES NO 4º FLIPARACATU

“O Sertão de Portinari” – inédita e exclusiva para o Fliparacatu

Com Curadoria de João Candido Portinari e parceria com o Projeto Portinari, a 4ª edição do Fliparacatu apresenta a exposição “O Sertão de Portinari”, instalada na Praça da Igreja do Rosário, com visitação gratuita a partir de 17 de agosto e durante todo o período do festival. A exposição, inédita e exclusiva, percorre diferentes territórios da obra de Portinari: a terra, as travessias, a infância, o sagrado e o povo, com foco no Sertão. 

Um dos momentos centrais da mostra reúne obras da série “Retirantes”, produzida entre as décadas de 1930 e 1950, em que Portinari transformou o drama da seca e do deslocamento humano em algumas das imagens mais celebradas da arte brasileira.

“O Sertão é dentro da gente!” –– Grupo Matizes Dumont 

No sábado, 29 de agosto, das 16h às 18h, o Grupo Matizes Dumont realiza a oficina “O Sertão é Dentro da Gente!”, na Praça Ademar da Silva Neiva, em Paracatu. A atividade é gratuita, não exige inscrição prévia e não tem limite de participantes.

Criado em Minas Gerais, o Matizes Dumont tornou-se referência na transformação do bordado em linguagem artística e mantém uma relação próxima com a literatura e o universo de Guimarães Rosa. Durante a oficina, os participantes são convidados a construir coletivamente uma obra em bordado, registrando, por meio de pontos e desenhos, diferentes percepções e memórias sobre o sertão.

 

MOSTRA DE BORDADOS –– TECENDO MEMÓRIAS

Realizado pela Associação Esther Siqueira Tillmann (ASSOCEST), o Projeto Tecendo Memórias reúne pessoas idosas em torno da tecelagem tradicional como forma de preservar um conhecimento que faz parte da história de Paracatu. O fazer manual torna-se também espaço de convivência, troca de experiências e valorização de saberes que dificilmente são encontrados fora desse contexto.

No dia 26 de agosto, das 14h às 16h, integrantes do Projeto Tecendo Memórias demonstram todas as etapas da produção artesanal do tecido.

SÁBADO MUSICAL DE ROSA

No sábado, 29 de agosto, a homenagem a Guimarães Rosa ganha música no Sábado Musical de Rosa, que reúne Titane, Makely Ka, Celso Adolfo e a Banda Lyra Paracatuense. A programação acontece das 18h às 21h, no quintal da Casa Paracatu, e reúne três atrações ligadas à cultura mineira e ao universo do sertão.

“Travessia Roseana”, com Titane e Makely Ka

A aula-espetáculo propõe uma travessia musical pelo sertão mineiro de Guimarães Rosa, combinando canções, leituras, tradição oral e pesquisa sonora. Titane e Makely Ka se apresentam com participação de Tabajara Belo e Gustavo Souza.

“Sagarana”, com Celso Adolfo

O cantor e compositor mineiro apresenta canções autorais inspiradas nos contos de Sagarana, acompanhadas por leituras de trechos da obra e comentários sobre o processo de criação que transformou o universo rosiano em música.

Paracatu em Serenata, com a Banda Lyra Paracatuense

Os Seresteiros da Banda Lyra Paracatuense apresentam músicas regionais que atravessam a história de Paracatu e do sertão mineiro, recuperando a tradição das serenatas e a memória musical da cidade.

ORQUESTRA OURO PRETO

Na sexta-feira, 28 de agosto, às 21h, a Orquestra Ouro Preto se apresenta em Paracatu, em um concerto aberto ao público. A apresentação encerra a programação do dia e leva a música para o espaço público, ocupando uma das ruas do Centro Histórico da cidade.

ACADEMIA DE LETRAS DO NOROESTE DE MINAS

A Academia de Letras do Noroeste de Minas participa da abertura oficial do 4º Fliparacatu, na quarta-feira, 26 de agosto, às 18h, no Auditório do festival. A atividade marca o início da programação da quarta edição e reúne representantes da instituição em uma celebração da literatura e da produção cultural da região. Também durante toda a programação eles estarão presentes. 

PARACATU COMO PARTE DO FESTIVAL

O Centro Histórico de Paracatu não é apenas o endereço do Fliparacatu. 

Durante os cinco dias de programação, praças, ruas, equipamentos culturais e outros espaços da cidade se transformam em lugares de encontro, circulação e criação. A literatura sai dos espaços tradicionais e encontra o cotidiano de Paracatu, fazendo com que moradores, visitantes e participantes compartilhem a cidade de outras maneiras.

Essa ocupação aproxima o festival da vida local e amplia os modos de participação do público. Ao lado de escritores consagrados e convidados de diferentes regiões do país, estão autores paracatuenses e mineiros, estudantes, crianças, músicos, bordadeiras, poetas do slam e artistas do rap, em uma programação que reúne diferentes gerações, linguagens e formas de expressão.

Paracatu participa do festival. Sua arquitetura, suas ruas, sua memória e seus moradores fazem parte da experiência de quem chega à cidade durante o 4º Fliparacatu — e ajudam a construir o encontro entre literatura, arte, território e vida cotidiana que é a marca desta edição.

HISTÓRIA DO FESTIVAL

Realizado pela Associação Cultural Sempre um Papo, o Fliparacatu chega à sua quarta edição consolidado como um dos principais festivais literários do país. 

Desde sua estreia em 2023, o Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu) consolidou-se como um polo de intercâmbio cultural e pensamento crítico no interior mineiro. O festival teve início guiado pelo tema “Arte, Literatura e Ancestralidade”, trazendo o escritor local Afonso Arinos como patrono e celebrando as vozes de Conceição Evaristo e Mia Couto como autores homenageados. 

Em 2024, a segunda edição expandiu os debates sob o lema “Amor, Literatura e Diversidade”, mantendo Arinos na patronagem e prestando homenagens ao líder indígena Ailton Krenak e ao poeta Lucas Guimaraens. 

Já em 2025, a terceira edição mergulhou na complexidade contemporânea com o tema “Literatura, Encruzilhada e a Desumanização”, elegendo como patrono o fundador do Iphan, Rodrigo Melo Franco de Andrade, e reverenciando a força literária de Ana Maria Gonçalves e do escritor português Valter Hugo Mãe. 

Dando continuidade a essa sólida trajetória de valorização da memória e da pluralidade, a quarta edição do festival se desenvolve sob o tema “Sertão em Nós: Meu Lugar no Mundo”, trazendo como patronos dois dos maiores intelectuais da história do país: o escritor João Guimarães Rosa, em celebração aos 70 anos de Grande Sertão: Veredas, e o geógrafo Milton Santos, no centenário de seu nascimento.

UM FESTIVAL GRATUITO, ACESSÍVEL E DIGITAL

Toda a programação do Fliparacatu é gratuita. O festival conta com tradução simultânea em Libras e transmissão ao vivo pelo YouTube, permitindo que a programação ultrapasse os limites físicos da cidade. Ainda, o fliparacatu está alinhado com os princípios do ESG (Ambiental, Social e Governança) e da ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).

 

Serviço

4º Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu)

De 26 a 30 de agosto de 2026, de quarta-feira a domingo

Local: Centro Histórico de Paracatu 

Entrada gratuita

Programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @fliparacatu

 

Informações para a imprensa: imprensa@sempreumpapo.com.br