Uma mesma história nunca é contada da mesma forma por quem a viveu. A escritora Eliana Alves Cruz transforma essa ideia em narrativa ao acompanhar três gerações de uma família negra brasileira por meio de seis vozes distintas. Em seu romance Meridiana, cada personagem oferece sua própria versão dos acontecimentos, revelando que toda jornada é feita de experiências, memórias e percepções muito singulares.

O romance acompanha o processo de ascensão social de uma família ao longo do tempo, explorando as conquistas, os conflitos e os deslocamentos que acompanham essa trajetória. Ao alternar pontos de vista, Eliana constrói um retrato complexo das transformações vividas por diferentes gerações e das marcas que a desigualdade brasileira deixa nas relações familiares, nos afetos e na forma de ocupar o mundo.

Jornalista, escritora e roteirista, Eliana Alves Cruz é autora de uma obra que investiga a história e a experiência da população negra brasileira por meio da ficção e da não ficção. Entre seus livros estão Água de Barrela, O Crime do Cais do Valongo, Nada Digo de Ti, que em Ti Não Veja, Solitária e Meridiana. Sua escrita combina pesquisa histórica, imaginação literária e atenção a personagens que frequentemente permanecem à margem das narrativas oficiais.

Convidada do Fliparacatu 2026, Eliana Alves Cruz leva ao festival uma obra que dialoga com questões de memória, pertencimento e mobilidade social. Sua literatura lança luz sobre experiências individuais sem perder de vista os processos históricos e coletivos que moldam a sociedade brasileira.

4º Fliparacatu

Em 2026, o Fliparacatu realiza sua quarta edição entre os dias 26 e 30 de agosto, homenageando dois dos maiores intelectuais brasileiros: João Guimarães Rosa, pelos 70 anos da publicação de Grande Sertão: Veredas, e o geógrafo Milton Santos, no centenário de seu nascimento.

Com curadoria de Sérgio Abranches, Calila das Mercês e Afonso Borges, além da programação local assinada por Daniela Prado e da curadoria infantojuvenil de Rafael Nolli, o festival reúne escritores, jornalistas, artistas, educadores e pesquisadores para discutir literatura, democracia, meio ambiente, cidades, tecnologia, desigualdade, memória, identidade e os desafios do mundo contemporâneo.

Com entrada gratuita, o Fliparacatu tem o patrocínio master da Kinross, por meio da Lei Rouanet e apoio cultural da Prefeitura de Paracatu e da Academia de Letras do Noroeste de Minas. O Festival é uma realização da Associação Cultural Sempre Um Papo, Mentha Cultural, AB Comunicação e do Ministério da Cultura.

Serviço

4º Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu)

De 26 a 30 de agosto de 2026, de quarta-feira a domingo

Local: Centro Histórico de Paracatu

Entrada gratuita

Programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @fliparacatu

Informações para a imprensa: imprensa@sempreumpapo.com.br