A mostra  “Objetos de Fé Afro-Brasileiros”, do Museu do Oratório, inaugurada no dia 18 de julho de 2024, é uma das atrações da segunda edição do Festival Literário Internacional de Paracatu – Fliparacatu –, que será realizado de 28 de agosto a 1.º de setembro. Para estrear a exposição, foi realizado um evento do Sempre um Papo, mediado por Afonso Borges, presidente do projeto e também do Fliparacatu, e Tom Farias, curador do Fliparacatu, com Angela Gutierrez, presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez e curadora da exposição.

A cerimônia de abertura teve início às 18h quando Borges e Farias ressaltaram o cuidado de Gutierrez com suas coleções artísticas – que ultrapassam os oratórios expostos. Logo após, a curadora da mostra falou sobre as obras e, em seguida, realizou uma visita guiada pela exposição. Na ocasião, estiveram presentes Mariana Leão, promotora de Justiça de Paracatu, e Márcio da Silva Souto, Secretário de Cultura do Município. O povo paracatuense compareceu para prestigiar a inauguração da exposição e a realização do Sempre um Papo.

Enfim inaugurada, a mostra pode ser conferida na Casa de Cultura de Paracatu (Rua do Ávila, s/n, Centro/Paracatu), com entrada gratuita, até o dia 2 de setembro de 2024. Além disso, a exposição conta com a presença de monitores para conduzir uma visita guiada educativa pela mostra em todos os dias, sendo das 9h às 13h às segundas e quartas-feiras; das 13h às 17h às terças, quintas e sextas-feiras; e das 11h às 15h nos fins de semana.

A exibição tem o patrocínio da Kinross via Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), parceria com a Prefeitura de Paracatu e apoio da Fundação Municipal Casa de Cultura de Paracatu. Os mantenedores do Museu do Oratório são o Instituto Cultural Flávio Gutierrez e o Instituto Cultural Vale.

Sobre a exposição “Objetos de Fé Afro-Brasileiros”

A forte espiritualidade africana atravessou o Atlântico, com os negros traficados, e escalou as montanhas de Minas Gerais. O legado foi a construção de um sincretismo religioso que, desde o período colonial, se faz presente em objetos de fé que fundem evocações e crenças e buscam incorporar a alma africana. Na exposição “Objetos de Fé Afro-Brasileiros”, oratórios em diversos formatos e materiais traduzem essa sinergia construída pelo encontro de culturas dos povos formadores do Brasil. 

A mostra apresenta peças que estiveram onipresentes no espaço colonial, nas casas, na algibeira, na mina e na senzala, fundindo fé e cultura. Produzidos nos mais diversos materiais e técnicas, os oratórios são originários de Minas Gerais e do Nordeste do Brasil, alguns com apenas 5 centímetros e outros que chegam a quase 2,5 metros de altura. As peças compõem o acervo permanente do Museu do Oratório, localizado na cidade de Ouro Preto-MG. 

Sobre o Museu do Oratório

Inaugurado em outubro de 1998, o Museu do Oratório apresenta uma coleção única em todo o mundo de 162 oratórios e 300 imagens do século XVII ao XX. As peças do acervo foram doadas ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan – por Angela Gutierrez e são genuinamente brasileiras, principalmente de Minas Gerais. O acervo oferece detalhes valiosos da arquitetura, pintura, do vestuário e dos costumes da época em que foram produzidos, permitindo uma verdadeira viagem antropológica pela história do Brasil. O Museu do Oratório está instalado em um casarão histórico de três andares, onde, durante algum tempo, morou Aleijadinho (1738-1814), escultor barroco. Situado no adro da Igreja do Carmo, o prédio setecentista foi especialmente recuperado e equipado com modernos recursos tecnológicos para receber a coleção. O projeto museográfico é do francês Pierre Catel, que idealizou um cenário expressivo e acolhedor. O Museu do Oratório recebe anualmente mais de 50 mil visitantes.

O Museu foi criado e implantado por Angela Gutierrez, formada em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, com especialização em Marketing. É pesquisadora do Barroco brasileiro e colecionadora de arte sacra. Fundou em 1998 o Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG), sendo responsável pela criação e implantação, também, do Museu de Sant’Ana, em Tiradentes (MG), e do Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte (MG). Foi Secretária de Cultura do Estado de Minas Gerais, membro do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e faz parte, desde os anos 2000, do Conselho Curador da Fundação Dom Cabral. Esteve à frente da coordenação editorial de livros e outras publicações sobre a Arte Brasileira e o Patrimônio Cultural.

Sobre o Fliparacatu

O tema do 2.º Fliparacatu é “Amor, Literatura e Diversidade”, que acontece entre os dias 28 de agosto e 1.º de setembro. Todas as atividades são gratuitas. A segunda edição do Festival Literário Internacional de Paracatu é patrocinada pela Kinross, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura, e tem o apoio da Prefeitura de Paracatu, da Academia Paracatuense de Letras e Fundação Casa de Cultura.

Serviço:

2.º Festival Literário Internacional de Paracatu – Fliparacatu
De 28 de agosto a 1.º de setembro, quarta-feira a domingo
Local: programação presencial no Centro Histórico de Paracatu e programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @‌fliparacatu
Entrada gratuita

Informações para a imprensa:

imprensa@fliparacatu.com.br
Jozane Faleiro  – 31 992046367/ Letícia Finamore – 31 982522002